Mole Ildikó Enyedi

Estreia Nacional

Special Screenings

Drama, Ficção-Científica – HU, 1987, 70' – V.O.: Húngaro – Legendas: Português, Inglês

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Mole é a primeira longa-metragem de Ildikó Enyedi, baseado em A Invenção de Morel de Adolfo Bioy Casares. Nas palavras de Octavio Paz, referindo-se a Bioy Casares: “O corpo é imaginário e obedecemos à tirania de um fantasma. O amor é uma percepção privilegiada, a mais total e lúcida, não só da irrealidade do mundo, mas da nossa: corremos atrás das sombras mas também somos sombras”. A figura do narrador que foge em Casares está em Enyedi no olhar, na câmara. O mundo fantasmagórico é o cinema. Mole é simultaneamente um filme policial e fantástico, mas acima de tudo um filme de amor. Uma personagem aterra em pára-quedas num parque. O espião parece ser espionado. A voz em off do paraquedista é o narrador que foge. Parece haver realidades paralelas entre a mulher que observa e não vê, e o homem que espia. Este filme explora a relação e a tensão entre sujeito e objeto, entre o ver e o ser visto ou filmado.

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